terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Considerações finais


A importância da utilização dos novos meios em educação infantil, recai sobre o uso que façamos deles, e nunca dos meios em si mesmos. Ter um computador na sala, não converte o educador num bom educador, nem um ambiente de ensino tradicional, num ambiente de aprendizagem construtiva. (MEIRINHOS, 2000, p.4).



Um projeto de aprendizagem surge a partir de uma dúvida, um questionamento que fazemos/temos frente a determinado assunto. A partir dessa pergunta, algumas dúvidas e certezas são apontadas, diferentes metodologias são utilizadas e o problema em questão, finalmente, é refletido e constatado.
Tendo em vista nosso foco neste projeto de aprendizagem: analisar o processo de planejamento das aulas de informática na educação infantil de 3 escolas (uma escola particular de Bento Gonçalves, uma escola municipal de Esteio e uma escola popular de Porto Alegre) e levando em consideração as dúvidas e certezas que permearam nossa pesquisa, realizamos entrevistas com professoras, alunos e monitores das aulas de informática, observamos aulas de informática e analisamos os PPP’s (Projeto Político-Pedagógico) dessas instituições.
A partir dos estudos e metodologias utilizados e levando em conta as leituras realizadas, nos deparamos com uma gama de conclusões e constatações em torno do planejamento das aulas de informática. A seguir apontamos nossas maiores certezas frente o estudo realizado, evidenciando ainda uma prática pedagógica tecnicista e uma educação tradicional, vinculada apenas ao giz e quadro-negro. São elas:
•PPP x prática: Relacionando as respostas dos educadores entrevistados com as os PPP’s das instituições pesquisadas (2 escolas possuem PPP e outra escola esta estruturando seu PPP), percebemos que ainda há uma contradição entre a proposta das escolas e a prática docente. Em um dos PPP’s (escola de Bento Gonçalves) as tecnologias aparecem como necessárias no trabalho dos pequenos, porém, na prática, muitos posicionamentos e modos de pensar sobre as tecnologias digitais virtuais precisam ser repensados a fim de tornar essa “sala ambiente” em um verdadeiro recurso de apoio pedagógico. Já na outra escola que possui o PPP (Esteio), não existe nenhuma proposta referente às aulas de informática. Para tanto, com poucos olhares e reflexões sobre o que essas escolas pretendem com as aulas de informática, percebemos, em nossas observações e entrevistas, que essas aulas servem apenas como um momento de lazer, um passa-tempo para as crianças e um momento de trabalhos extras para a professora. Todas as aprendizagens que as tecnologias digitais virtuais proporcionam não são consideradas nesse espaço escolar. Sendo assim, uma de nossas certezas iniciais (aulas de informática utilizadas como apoio pedagógico) foi substituída por muitas indagações e contradições dentro dessas instituições.
•Trabalho coletivo: Outro aspecto evidente em nossos estudos foi a respeito da falta de um trabalho coletivo. Uma de nossas dúvidas era se o planejamento das aulas de informática é realizado pela professora da turma ou por alguma monitora responsável pelo laboratório de informática da escola. Em todas as escolas, verificou-se que as professoras das turmas são responsáveis pelo planejamento dessas aulas, sendo os critérios de seleção de softwares das próprias professoras. Entretanto, percebemos que as educadoras não planejam em conjunto e as aulas de informática, apesar de algumas entrevistadas afirmarem que buscam unir seu projeto de sala de aula com a informática, são descontextualizadas. O projeto de sala de aula parece ser algo extremamente distinto do trabalho nas aulas de informática, o que deveria ser totalmente diferente.
•Coordenação motora: Será que esse é o objetivo principal das aulas de informática? Através das entrevistas realizadas evidenciou-se a falta de compreensão de algumas professoras e monitoras sobre o propósito de se trabalhar com as tecnologias. Ao serem questionadas sobre o que se pretende desenvolver com as aulas de informática, a maioria das entrevistadas respondeu que a finalidade é trabalhar a coordenação motora dos alunos. A partir de nossas leituras, aprendemos que o uso das tecnologias não serve para trabalhar a coordenação motora (até porque a coordenação motora pode e deve ser trabalhada em outros importantes espaços da escola), mas para proporcionar a interação, a autonomia, a cooperação e a construção de aprendizagens significativas.
•Teorias epistemológicas: Reconhecendo a necessidade de um trabalho pedagógico voltado ao desenvolvimento pleno dos educandos e levando em consideração nosso projeto de aprendizagem, percebemos um grande distanciamento entre o que é ensinado pelos docentes e o que os discentes efetivamente aprendem. A partir de todo o estudo realizado, verificamos que a concepçao epistemológica essencial para um trabalho qualificado é a Construtivista/Interacionista, onde existe uma relação dialética entre aluno e objeto da aprendizagem. Como afirma Eliane Schlemmer (2005, p.115), a concepção interacionista-construtivista "[...]reconhece que sujeito e objeto de conhecimento são organismos vivos, ativos, abertos, em constante troca com o meio-ambiente através de processos interativos indissociáveis e modificadores das relações[...]" . Nesse sentido, notamos que, ao invés de construir, interagir, desconstruir, modificar e cooperar, o aluno (enfatizando aqui as aulas de informática), restringe-se a transmissão e reprodução de conhecimentos. É como que se dar um “clique” no mouse significasse participação e interação com as tecnologias digitais virtuais. As três escolas pesquisadas apontam para tentativas de aulas significativas de informática, ressaltando aqui a presença da teoria de currículo “Sócio-cultural-interacionista” no PPP da escola de Esteio. Entretanto, essas instituições continuam mantendo práticas pedagógicas contrárias a essa concepção epistemológica interacionista. Mais um vez, percebemos a contradição entre o discurso e a prática. Nesse aspecto destacamos também a relevância do trabalho com projetos de aprendizagem nas escolas, unindo saberes dos alunos em sala de aula com conhecimentos construídos nas aulas de informática.
Tendo em vista todas as “constatações” apresentadas, percebemos o quanto a educação digital precisa ser repensada dentro das instituições escolares. A formação docente é imprescindível nesse trabalho e um “caminhar junto” de todos os atores escolares é essencial.
Nosso projeto de aprendizagem não teve o intuito de encontrar respostas prontas, únicas e fechadas para a questão das aulas de informática na Educação Infantil, mas sim apontar rumos, mostrar pequenas reflexões que sirvam como alicerce para a educação do futuro vinculada ao mundo digital virtual.
São resquícios de esperança para uma educação reconhecida e de qualidade para nossos pequenos!

Referência:
SCHLEMMER, E. A aprendizagem com o uso das Tecnologias Digitais: Viver e Conviver na Virtualidade. Série-estudos, Campo Grande, v. 0, n. 19, p. 103-126, 2005.

Para saber mais sobre educação digital e educação infantil, acesse:
http://www.ipb.pt/~meirinhos/Inf_infantil.doc

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Depoimento

Uma das características do mundo globalizado é a sociedade de informações, as quais em sua maioria são difundidas por meios digitais. Neste contexto, a educação torna-se uma questão essencial com também aqueles métodos usados no processo de ensino e aprendizagem do aluno. Questões como melhor ofertar a educação com o uso da tecnologia nas escolas, como ajudar o aluno a desenvolver a capacidade de raciocinar, em vez do “copia/cola” do computador. Outra questão é como ajudá-los a compreender os valores éticos através do uso dos meios digitais. Estas questões tornam-se analises criticas da sociedade moderna.

A disciplina de Ensino e Aprendizagem no Mundo Digital, configurou-se em instrumento útil para nós. Ajudou-nos a refletir e aprender sobre a influência das tecnologias digitais na educação e nosso papel como educadores na profissão docente. As tecnologias trouxeram mudanças significativas para as escolas. Interessante também foi compreender os métodos de como se utilizar os jogos de computador, blogs, second life e outros para o incremento da educação. Além disso, o papel do professor tornou-se o de ser mediador entre o computador e o estudante. Da mesma forma, o método pedagógico diretivo,(empirismo) e a teoria de aprendizagem, interação social são provas de tal transformação no ensino contemporâneo.

Foi interessante perceber também que, além das mudanças, as quais a tecnologia trouxe para as escolas, entre os educadores há preocupação em buscar novas maneiras para ajudar na compreensão dos valores éticos e instigar o pensamento crítico do aluno no processo de ensino com o auxílio do computador.

Este semestre, participando no curso de Ensino e Aprendizagem no Mundo Digital, conseguimos aprender sobre o uso da tecnologia nas escolas. Nós a descobrimos como algo interessante á lidar na educação, especialmente nosso papel como educador, isto é, dando aula com o uso de tal ferramenta na sala de aula. Gostaríamos de dizer que, com tal compreensão com uso da tecnologia nas escolas, ajudaremos nossos alunos em seu processo de aprendizagem. Isto é, utilizando-nos de tal médium, da seguinte maneira: interação social, autonomia, cooperação, e a compreensão dos valores éticos no uso na tecnologia .

Enfim, gostamos da experiência de aprendizagem realizada no curso de Ensino e Aprendizagem no Mundo Digital neste semestre. Tal processo de aprendizagem foi compreendido pelas nossas participações e cooperações no grupo, junto com as leituras, da construção do mapa conceitual, e do blog.

Felician Abraham


One charateristic of the globalized world is a society of information, which is transferred in its majority through the digital medium. In this context, education has become an essential issue in regards with those methods used in teaching and the learning process by the student. Issues such as, how to best offer education with the use of technology in schools, how to help a student developed a sense of reasoning, and not to "copy/paste "from the computer. The other is how to help them understand the ethical values with use of such medium for learning, which have all became issues for critical analises in the modern society.

The course To Teach and Learn in the Digital World represent the modle for us.It help us to reflect and learn about the influence of digital technology in education, and our role as educatores in the teaching profission.The technologies brought significant changes to schools. Interesting also was to learn the methods of how to use computer games, blogs, second life and others for the growth of education. Besides this, the role of the teacher, that became a mediator between the computer and the student. In the same way the pedagogical directive or empiristic method, and the theory of learning which is social interaction are proofs of such changes in contemporary teaching.

It was interesting to acknowledge also, that apart from the changes brought by technology in schools, among the educatores, there is a concern to seek new ways to help in the understanding of ethical values and to instigate a critical thinking of the student in the process of teaching with the use of the computer.

This semester participating in the course of how To Teach and to Learn in the Digital World, we got to learn about the use of technology in schools. It was something interesting to work with in education, especially our role as educatores which is to utiliz such equipment in the class room. We would like to say that with such comprehension, about the use of technology in schools, we will assist our students in their learning process. That is, utilizing such medium in the following ways: social interaction, autonomy, cooperation and a comprehension of the ethical values in the use of digital technology.

Finally, we enjoyed the leaning experience this semester about the course on how to Teach and Learn in the Digital World. Such learning experience was gained by our participation and cooperation in the activities carried out in the group, also the studies of the reading materials, monting of conceptual map, and of blog.

Felician Abraham

Depoimento

Julia Tomedi Poletto:

Partindo de toda a caminhada realizada neste PA (incluindo leituras, mapa conceitual, construção do blog e, por conseqüência, realização de um projeto de aprendizagem), pude perceber a relevância de todos esses estudos para minha formação acadêmica e profissional. As tecnologias digitais virtuais, até então, eram conhecidas; porém nunca pensadas e refletidas no espaço escolar por mim.
Apropriar-se desses diferentes recursos (moodle, second life, slideshare, blogger, cmap tools) e perceber sua importância na construção de conhecimentos foi fundamental. Mais do que isso, reconhecer e refletir sobre a educação digital dentro das escolas foi uma oportunidade única, onde pude entender a importância da formação docente e resignificar as tão famosas aulas de informática. O PA resume-se, para mim, como momentos recheados de curiosidade, reflexões e aprendizagens significativas. Adorei!

Inglês
In completing the studies covered in this learning program which includes the reading materias, conceptual maps, blog construction all with an objective to developed a project for learning, i had acknowledge the relevance of all of these studies for my academic professional formation.The digital virtual technologies until then, were known, but i never thought and reflected of it as something that has to do with schools and education for me. The appropriate use of the diferent resources for example: (moodle, second life, slideshare, blogger cmap tools)and to learn their importance in the construction of knowledge was fundamental. Moreover, to recognise and reflict about digital education in schools was a unique opportunity for me where i comprehend the importance in teaching and to relearn the meaning of the so famous information technology class. The learning programe for me, was filled with moments of curiosity, reflections and significants knowledges.
I loved it!!

Depoimento

Gisele Gressler:

Ao término de nossas aulas percebo que tive muitas aprendizagens significativas durante esse semestre. Primeiramente conhecer o Second Life foi algo muito diferente para mim. No início achei difícil, fiquei um pouco frustrada de não ter conseguido baixa-lo no meu PC, mas adorei a experiência de literalmente entrar no mundo virtual. Participar da construção do Blog foi excelente atividade de desenvolvimento pessoal, pois eu jamais tinha imaginado que poderia ser capaz de construir um, até viver isso nessas aulas. Interagindo com meus colegas de grupo e juntos descobrir as opções de ferramentas para chegar ao nosso objetivo, criar um Blog interessante e educativo, foi a experiência mais interessante que eu já vivenciei.
As leituras, pesquisas, entrevistas, me fizeram refletir sobre o papel das tecnologias na educação e como está sendo usadas nas escolas. Acredito que depois desse semestre me sentirei mais segura ao trabalhar informática com meus alunos e ciente do papel que tenho como educadora, proporcionar através das tecnologias digitais interação social, autonomia e cooperação.

Inglês
At the end of our classes i realized that i had many significant knowledge during the semester. Firslty i got to know about second life which was something very different for me. In the beggining i found it dificult. I became a little frustrated for not having it downloaded to my PC however, i loved and enjoyed the experience literally, to enter into the virtual world. In participating in construction of the blog it was an execellent activity which i had development since i never imagined that i would be able to construct one even in class. Interacting with my colegues from the group and together descovering how to arrive to our objectives, had criated for me an interesting and educative process which was another interesting experience in my life.
The reading materials, researches and interviews made me reflict about the technologies in education and how it is being used in schools. I believe that after this semester i will feel more secure to work with infomation technology with my students, and be aware of the role i will have as a educator offering through digital technology, social interaction, autonomy and cooperation.

domingo, 30 de novembro de 2008

Um olhar atento...


Um misto de indagações e reflexões

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quarta-feira, 26 de novembro de 2008




Na Vila Farrapos em Porto Alegre encontra-se uma unidade da fundação Fé e Alegria , instituição voltada para a educação popular. Em contato com esta instituição, verificamos que o PPP da mesma encontra-se em vias de elaboração, muito embora em algumas áreas especificas já existam propostas bem elaboradas, como por exemplo aqueles das aulas de informática. As aulas de informática são oferecidas para todos os alunos entre cinco e quinze anos de idade. Para os alunos menores as aulas de informática têm como objetivo ajudar no desenvolvimento de habilidades e na autonomia do raciocínio lógico. Já para os maiores, o acesso à tecnologia digital permite a construção de conhecimento, de consciência ética – e este ponto aplica-se também os menores - e, principalmente, providencia a formação Professional.
Um pouco da história de Fé e Alegria

“Lá, onde termina o asfalto
e a cidade muda de nome,
começa Fé e Alegria...”.
Pe. José Maria Vélaz, s.j.

Foi com o contato direto com a vida dos mais empobrecidos, com suas carências e necessidades, que deu lugar à criação do Movimento Fé e Alegria. Nasceu na Venezuela, no ano de 1955, como uma entidade não governamental de solidariedade social e desde então soma esforços com a sociedade e o Estado na criação e manutenção de serviços educativos e sociais nas periferias das grandes cidades e na realidade rural.
Na busca por respostas às urgências de alunos, famílias, comunidades e outros parceiros, a proposta educativa de Fé e Alegria se concretiza de diversas formas nos países onde está presente, buscando respostas significativas desde e com as comunidades. O jesuíta José Maria Vélaz, visionário audaz, foi o fundador deste movimento há 50 anos atrás, quando coordenou algumas organizações sociais na Venezuela. De Caracas, estendeu-se logo ao Equador (1964), Panamá (1965), Peru (1966), Bolívia (1966), El Salvador (1969), Colômbia (1971), Nicarágua (1974), Guatemala (1976), Brasil (1981), República Dominicana (1990), Paraguai (1992), Argentina (1995), Honduras (2000), Chile (2004) e em 2006 chegou também ao Haiti.
Em 1985 se estabeleceu na Espanha como uma plataforma de apoio aos países latino americanos e para divulgação dos trabalhos do Movimento na Europa e desde 1999 redefine sua missão para assumir novos caminhos no campo da cooperação e desenvolvimento com o nome de Fundación Entreculturas – Fé y Alegría.

A Fundação Fé e Alegria do Brasil Sub-Regional Rio Grande Do Sul.
Rua Monsenhor Zeno Marques, n°7, 2° andar, quadra 3 –
Bairro Farapos Cep: 90250-470 P.O.A
Fone/fax(51)3325.0679
Felician Abraham


quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Análise do PPP
Ao analisar o PPP da escola de Educação Infantil Municipal de Esteio, percebe-se que a proposta de currículo utilizada é a Sócio-cultural-interacionista, onde é trabalhado os elementos do cotidiano presente na realidade de cada um, partindo daí se utiliza a metodologia de “Tema Gerador” para ser feito o planejamento.
Em relação às aulas de informáticas, não existe nenhum dado referente no documento, muito menos falando sobre o planejamento dessas aulas utilizando esse espaço. Existe um projeto “LATED na hora do conto”, mas não está inserido no PPP esse projeto, só é citado que existem projetos de suporte pedagógicos administrado por professoras, mas não encontramos no documento explicações sobre o projeto de informática.
Tendo em vista essa análise, percebe-se que a escola ainda não está dando a devida importância e valorização para esse projeto nem ao espaço de informática proporcionado aos alunos, pois o documento a recém foi reconstruído e ainda não está adequando as mudanças tecnológicas existente dentro e fora da escola.


terça-feira, 18 de novembro de 2008

Um misto de certezas e indagações

A construção desse blog tem apontado para uma série de questionamentos e evidências. Não há como negar a grandiosa relação, cooperação e interação existente entre o grupo quando o projeto de aprendizagem realizado condiz com os interesses, curiosidades e necessidades dos envolvidos nesse processo. Um blog (e conseqüente projeto de aprendizagem) demanda constante pesquisa, reflexão, análise, desconstrução e reconstrução. Para tanto, pensar nessa era da informação sem deslocarmos o conceito de conteúdos prontos e compactados para um olhar ao que realmente queremos aprender é desconsiderar todo esse mundo virtual que se apresenta fantasticamente em nossa sociedade.
Por tudo isso, acreditamos que, sem interação (interatividade mútua), as aprendizagens não são nada significativas.

[...] um software interativo é aquele que, entre outras características, contempla o aporte técnico do hipertexto, possibilitando ao usuário do programa indexar e buscar informações de acordo com o seu interesse, permitindo, dessa forma, que os conceitos a serem apreendidos, obedeçam à lógica do seu raciocínio e não à estabelecida pelo programador daquele software. (AIRES;ERN, 2002, p.82).

Nesse sentido, acreditamos que o blog precisa ser um sistema aberto, de fluxo dinâmico e interface virtual constante, possibilitando movimentação fácil aos usuários e oportunizando relações significativas entre os saberes apresentados. Tendo essas certezas em mente, percebemos que já está mais do que na hora de educadores (re)pensarem suas práticas educativas tecnicistas e tradicionais. É tempo de educadores compreenderem que:


Os ambientes educativos devem ter como foco central a autonomia, a criatividade e o espírito investigativo. Com esse desafio presente, o professor precisa optar por metodologias que contemplem o paradigma emergente, a partir de contextualizações que busquem levantar situações-problema, que levem a produções individuais e coletivas e a discussões críticas e reflexivas, e, especialmente, que visem à aprendizagem colaborativa. (BEHRENS, 2005, p.77).

Precisamos mudar, transformar e qualificar!

Para maiores aprendizagens, acesse:

http://www.unisinos.br/pastanet/arqs/0716/2622/softwares_educativos.pdf

http://portal.mec.gov.br/seed/arquivos/pdf/2sf.pdf






terça-feira, 11 de novembro de 2008

Analisando o PPP

A partir das entrevistas e com o intuito de compreender se as aulas de informática nas escolas pesquisadas estão de acordo com a propostas dessas instituições, partimos agora para a análise dos Projetos Político-Pedagógico (PPPs) desses lugares.

O PPP da escola privada localizada em Bento Gonçalves, referente às aulas de informática na Educação Infantil aponta que o laboratório de informática é uma sala ambiente que tem como objetivo ajudar no desenvolvimento do raciocínio lógico, habilidades, construção de conhecimento e autonomia dos educandos.
Dentro dos objetivos da educação infantil encontra-se " preparar os cidadãos para o uso consciente e ético das tecnologias."
Esses foram os breves e únicos espaços dentro do PPP da escola que tratam da questão das aulas de informática para os pequenos.

Manter um olhar atento ao que aponta o PPP da escola e refletir sobre as entrevistas das professoras é perceber se existe um "caminhar junto", uma coerência entre o discurso e a prática dessas auals de informática. Será que não está sendo contraditório (discurso, proposta da escola e prática pedagógica0?
Agora, muito a se refletir...

domingo, 9 de novembro de 2008

Software Educacional Infantíl

Software Educacional Infantil
Autora: Tania Assunção ("Tia Tania")Artigo para o site www.megafile.com.br - Rio de Janeiro - 2003.e-mail: tia.tania@megafile.com.br
Professora de Educação Infantil e Coordenadora Pedagógica do Projeto Educacional da empresa MegaFile Informática.

O computador e as novas Tecnologias já são uma realidade. Sua importância e eficiência na vida profissional e nas pesquisas escolares já não são mais questionadas. Mas uma dúvida frequente é a idade em que a criança deve ter os primeiros contatos com o computador.
Para responder a essa questão, faremos uma analogia com a televisão, que também é um meio de transmissão de informação, mas que por si só não garante o conteúdo educacional, ou seja, necessita de uma programação específica e apropriada para que cumpra tal finalidade. Porém, mesmo sem garantia do benefício educacional, a televisão está presente na maioria dos lares, fascinando e prendendo a atenção das crianças. O mesmo podemos considerar em relação ao computador, que também requer programas especializados para assumir o papel pedagógico.
Na Educação Infantil, na faixa etária de 2 a 5 anos, o contato com o computador e com outras tecnologias avançadas não é imprescindível e por isso também não devem ser forçadas. Mas se tais tecnologias já fazem parte do cotidiano da criança (no lar, na escola ou na casa de colegas), e ela demonstra interesse ou curiosidade, então deve-se avaliar qual o conteúdo mais apropriado a ser disponibilizado.
O Software Educacional Infantil deve ser acima de tudo muito simples e intuitivo, com muitas imagens e cores e sons interessantes. Deve estimular o máximo as aptidões que estão sendo desenvolvidas. O conteúdo educacional deve ser passado de forma subliminar, pois para a criança o que importa é a diversão. Os jogos educacionais não devem exigir muito da criança, que ainda se encontra em fase de desenvolvimento de suas habilidades, como por exemplo a coordenação motora fina. O acompanhamento do educador ou do responsável também se faz necessário nessa idade, no intuito de direcionar as melhores práticas e tornar mais proveitoso tal atividade. Outro ponto importante é saber dosar sua aplicação para não prejudicar o pleno desenvolvimento em outras áreas (como sua socialização, desenvolvimento físico e emocional, etc).
O computador com toda a sua interatividade e riqueza multimídia é contagiante, mas para a criança deve ser encarado apenas como uma ferramenta a mais de estímulo.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Nova era na educação
A educação vem se modificando ao longo dos anos de forma lenta, não acompanhando na mesma rapidez a modificação que a sociedade vem sofrendo. Percebe-se que a escola é distante e inacessível a essas transformações tecnológicas que estão a todo o vapor inundando a vida de todos. Até existe movimentos da parte da escola para se adequar à nova era da tecnologia, mas ao fazermos nosso projeto de aprendizagem percebemos que a escola está utilizando muito pouco e muitas vezes de forma equivocada essa ferramenta fundamental e importante que são as tecnologias, que já estão inseridas no ambiente escolar, só falta saber usufruir e interagir com ela.
Ao refletir sobre o texto “Avaliar na cibercultura”, percebe-se que ainda temos muitos caminho a percorrer para chegarmos ao ponto de avaliar o aluno da forma que se descreve no texto. A autora relata que:

(..) a avaliação escolar deverá se tornar uma verificação não da memória do
aluno, mas sim de suas condições para, em pouco tempo, encontrar informações
necessárias para sua pesquisa em meio à infinidade de sites, livros,jornais
e canais de TV, selecionar o que é relevante e pertinente e utilizar esses
dados gerados novos conhecimentos a serviços dos demais, como leitor-autor,
sujeitos da comunicação e do processo cognitivo.(RAMAL,2000,p.3)
Essa forma de avaliar o aluno está distante da forma atual, pois o que se avalia é o que o aluno foi capaz de memorizar e não o processo que utilizou para aprender.
Ao fazer um paralelo entre o texto e a nossa experiência ao construirmos e vivenciarmos um projeto de aprendizagem percebe-se que estamos muito próximos à realidade descrita no texto, pois, estamos sendo leitores-autores de um projeto onde interagindo e pesquisando construímos um blog com as informações que nós selecionamos, escolhemos a metodologia que iríamos utilizar como observação, análise de dados, de documentos e entrevistas, escolhemos vídeos e sites interessantes sobre o assunto, e a cada dia procuramos enriquecer mais nosso espaço que tem a nossa cara, nossa identidade.
Devemos repensar sobre como podemos trazer para a sala de aula atual essa nova forma de aprender para que esse futuro tão utópico chegue o mais breve possível à realidade não só na educação, mas na vida de todos nós.
Mais informações:

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

(Re)significando a educação!

Pensar em tecnologias digitais é dar-se conta do presente e perceber o futuro próximo. Ainda que haja traços de uma sociedade "ultrapassada" (escolas com salas de aula fechadas, quadro-negro, ..), nosso mundo globalizado e informatizado já possui altas tecnologias que permitem um "criar asas" e construir conhecimentos e competências que fogem de uma grade curricular "engessada" e de uma sala de aula "fechada" para o saber.
A educação do futuro certamente será diferente desta que atualmente nos deparamos. Entretanto, há uma urgente necessidade de se (re)pensar essa educação que aqui se encontra para possibilitar múltiplos olhares e grandes mudanças na futura educação. Levando em conta a presença tão rica das tecnologias na educação, podemos descartar os boletins, as turmas seriadas, os currículos pré-estipulados e os conteúdos fragmentados.
Tudo se torna únioco e complexo: os conteúdos partem do interesse dos alunos, havendo motivação e participação ativa constante na construção dos conhecimentos. A educação do futuro será (deverá ser) imbricada de relações, de construções e possibilidades.
"Educar será, portanto, desenvolver processos abrangentes, segundo critérios como consistência, previsibilidade, motivação, envolvimento, performance, capacidade de articular conhecimentos, de comunicar-se e estabelecer relações." (RAMAL, 2000, p.2).
A avaliação não se dará partindo dos resultados obtidos pelos alunos, mas compreendendo seu processo, seu percurso na construção das aprendizagens. Para tanto, o aluno despertará um olhar refinado e esmiuçado em torno de suas pesquisas, coletando informações pertinentes e construindo conhecimentos necessários e significativos.
São por esses olhares, por essas reflexões, por esses anseios que a educação do futuro precisa ser focada. Uma educação onde o interacionismo seja a teoria da aprendizagem vigente.
Uma educação que forme "[...] um ser consciente e crítico, que dialogue com as diferentes culturas e os diversos saberes, que saiba trabalhar de forma cooperativa e que seja flexível, empreendedor e criativo para administrar sua carreira e sua vida pessoal, social e política." (RAMAL, 2000, p.3).

Para saber mais sobre o assunto, acesse:
http://www.idprojetoseducacionais.com.br/artigos/Avaliar_na_Cibercultura.pdf

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Mapa conceitual


Mapa conceitual
Upload feito originalmente por julia_poletto
Esse é o mapa conceitual que nosso grupo construiu a partir de nossa pesquisa.
Para visualizar o mapa em um tamanho maior, acesse:

http://www.flickr.com/photos/32005523@N08/2988245991/

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Entrevista

Esta entrevista foi realizada na Fundação Fé e Alegria, uma organização não governamental,dirigida pelos Jesuítas com a finalidade de apoiar as crianças menos favorecidas no Bairro da Villa Farrapos em Porto Alegre.
Perguntas realizadas ao professor da informática, e alunos da Fundação Fé e Alegria, uma escola popular na Villa Farrapos em Porto Alegre. As aulas de informática nesse projeto acontecem todos dos dias: Duas vezes por semana, cada turma tem um período de uma hora e meia. Existe uma professora específica no laboratório de informática que “prepara” o local para as crianças utilizarem os jogos e que “controla” o planejamento mensal das professoras, verificando se os jogos e/ou atividades pedidas por elas estão disponíveis. Entretanto, quem planeja as aulas de educação infantil são as professoras titulares.

Professora – infantil (crianças de 5-6 anos)
1)A escola possui um projeto específico para as aulas de informática?
Sim.

2)Planeja as aulas de informática?
Sim.

3)Se planeja, que critérios utiliza para escolher os jogos e atividades trabalhadas nas aulas de informática?

As atividades de informática partem de um eixo temático mensal ou quinzenal construído com a equipe pedagógica. Respeitando as faixas etárias das crianças.

4)Existe algum momento de planejamento coletivo, ou seja, de troca com os demais professores sobre essas aulas de informática?
Sim, cada 15 dias a equipe se reúne para planejar junto.

5)Para quê utiliza as aulas de informática em sua prática educativa?
Para oportunizar a inclusão digital.

Perguntas para a monitora do laboratório de informática na escola.
Que subsídios você utiliza para a preparação das aulas de informática dos pequenos?
São utilizados programas infantis em discos com os pequenos trabalhamos muita a utilização do mouse para desenvolver a coordenação motora.

Com que finalidade as aulas de informática acontecem nessa escola?
Para as crianças tenham o contacto com o mundo virtual e informado cedo.

Você possui alguma formação específica para esse espaço (informática)?
Sim, além de pedagogia tenho curso técnico de informática.

Perguntas para uma Criança.

1)O que você faz nas aulas de informática?

Brinco, mexo no computador e brinco com os joguinhos.

2)Você gosta dessas aulas?
Sim! Eu adoro mexer no computador e nos jogos.

3)Quais são os jogos e atividades preferidos?
Surf, caída, quebra cabeça.

4)Quais são os jogos joguinhos ou prefere fazer outros coisas no computador (ex: Internet, etc)?
Eu só uso os jogos lá na informática : exemplo: Vídeo Games e desenhar.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Entrevistas

Perguntas realizadas às professoras e alunos de um colégio particular do município de Bento Gonçalves.
As aulas de informática nesse colégio acontecem semanalmente: 1 vez por semana para cada turma em um período de 40 minutos. Existe uma professora específica no laboratório de informática que “prepara” o local para as crianças utilizarem os jogos e que “controla” o planejamento mensal das professoras, verificando se os jogos e/ou atividades pedidas por elas estão disponíveis. Entretanto, quem planeja as aulas de educação infantil são as professoras titulares.

Professora A – infantil 4 (crianças de 4-5 anos)

1)A escola possui um projeto específico para as aulas de informática?
Não, as aulas de informática são “aliadas”, conjuntas com o trabalho em sala de aula, com os projetos.

2)Planeja as aulas de informática?
Sim.

3)Se planeja, que critérios utiliza para escolher os jogos e atividades trabalhadas nas aulas de informática?
Observo se os jogos são coerentes para a idade deles, se são atrativos e se estão de acordo com os conteúdos trabalhados na sala de aula.

4)Existe algum momento de planejamento coletivo, ou seja, de troca com os demais professores sobre essas aulas de informática?
Não.

5)Para quê utiliza as aulas de informática em sua prática educativa?
Para desenvolver a coordenação motora fina, raciocínio lógico, entre outras habilidades fundamentais para esta faixa etária. Também a questão do respeito e solidariedade com quem utiliza o mesmo computador.

Aluno X ( aluno da professora A) – 4 anos de idade

1)
O que você faz nas aulas de informática?
Brinco com tudo lá na informática, mexo no computador e brinco com os joguinhos.

2)Você gosta dessas aulas?
Sim! Eu adoro mexer no computador e nos jogos.

3)Quais são os jogos e atividades preferidos?
Os de pintar,da memória e dos 7 erros.

4)Você gosta de jogar joguinhos ou prefere fazer outras coisas no computador (ex: internet, etc.)?
Eu só uso os jogos lá na informática..mas meu irmão tem um computador e ele vai na internet...quando eu crescer como ele vou poder ir na internet também!

Professora B – infantil 5 (crianças de 5-6 anos)

1)A escola possui um projeto específico para as aulas de informática?
Não, todo o trabalho é conjunto = projeto+aulas de informática+laboratório de ciências.

2)Planeja as aulas de informática?
Sim.

3)Se planeja, que critérios utiliza para escolher os jogos e atividades trabalhadas nas aulas de informática?
As aulas de informática são planejadas e contextualizadas igualmente às outras situações de aprendizagem proporcionadas em sala de aula. Ou seja, considerando os objetivos almejados pelas propostas, conforme a demanda das crianças e os conteúdos escolares trabalhados em sala, visando o crescimento intelectual dos alunos e o aperfeiçoamento dos conhecimentos prévios.


4)Existe algum momento de planejamento coletivo, ou seja, de troca com os demais professores sobre essas aulas de informática?
Costumamos conversar sobre os jogos ou atividades a serem trabalhadas com as crianças no momento de planejamento.

5)Para quê utiliza as aulas de informática em sua prática educativa?
Vejo a informática como mais um recurso que fornece a aprendizagem significativa, desde que promova a aprendizagem contextualizada e o aprimoramento dos conhecimentos/conteúdos trabalhados em sala de aula de forma lúdica e prazerosa.

6)Cite alguns jogos educativos, sites e outros recursos que utiliza com os alunos nas aulas de informática.
Para a Educação Infantil considero essencial utilizar jogos que estimulem o raciocínio prático e lógico, formulação de hipóteses e resolução de “problemas” como, por exemplo, formação de palavras, reconhecimento de sons (fonemas/letras), quebra-cabeça, agrupamentos, quantificações, conceito de numeral e, conforme a proposta do professor e o conhecimento na área pelas crianças, penso que pesquisas on-line e digitações de palavras, frases e pequenos textos também possam fazer parte destas propostas.
Exemplos de materiais que utilizo: “No fundo do mar” (cd), “O pequeno pensador” (cd), “Vida na Fazenda” (cd), “Meus primeiros passos” (cd), Coleção “Coelho Sabido” (cd).

Aluna Y (aluna da professora B) – 5 anos de idade

1)O que você faz nas aulas de informática?
Jogo muitos jogos e escuto as músicas.

2)Você gosta dessas aulas?
Sim, é muito legal a informática.

3)
Quais são os jogos e atividades preferidos?
Quebra-cabeça, 7 erros, o jogo de jogar o lixo no lixo e um outro jogo que é de contar números e letras.

4)Você gosta de jogar joguinhos ou prefere fazer outras coisas no computador (ex: internet, etc.)?
Em casa minha mãe me ensina a entrar na internet e eu entro no site da Barbie. Aqui na escola a gente joga os jogos que a profe coloca.

Entrevista em uma Escola Municipal de Educação Infantil

PERGUNTAS NORTEADORAS PARA ENTREVISTAS:

Dados de identificação: Escola Municipal de Educação Infantil de Esteio

Nessa escola a aula de informática acontece quinzenalmente através de um projeto “Hora do conto no LATED”, onde as professoras ou monitoras responsáveis pelo projeto levam as turmas para o laboratório de informática. As professoras titulares paralelamente também ocupam esse ambiente de aprendizagem conforme seu planejamento.

Perguntas para a professora ou o professor da turma escolhida de ed. Infantil:
Professora
: J.S.L.
Formação: Bióloga-Licenciatura Plena
Turma: Jardim 1B
Faixa Etária: 4 anos e 6 meses a 5 anos

- A escola possui um projeto específico para as aulas de informática?
Sim, Existe o projeto LATED( Laboratório de tecnologia educacional), que acontece no turno da manhã. A turma é assistida por esse projeto a cada 15 dias, durante o planejamento da educadora da turma.

-Planeja as aulas de informática?
Sim, o LATED é um recurso agradável e construtivo, portanto, procuro levar a turma uma vez por semana, por um período de 30 a 45 minutos, para complementar meu planejamento em sala de aula.

-Se planeja que critérios utilizam para escolher os jogos e atividades trabalhadas nas aulas de informática?
Seleciono as atividades e/ou softwares de acordo com o tema que estou desenvolvendo em sala de aula. Procuro jogos que prendam a atenção, desenvolva o raciocínio, a parceria e a capacidade de solucionar problemas.

-Existe algum momento de planejamento coletivo, ou seja, de troca com os demais professores sobre essas aulas de informática?
Não, cada professor planeja para sua turma.

-Para quê utiliza as aulas de informática em sua prática educativa?
As crianças, na maioria, passam de 10 a 12 horas na escola, sair um pouco do ambiente da sala de aula sempre traz satisfação para eles. O LATED é uma fonte de conhecimentos e experiências novas, já que muitos só têm acesso ao computador aqui na escola.

Perguntas para a monitora ou monitor do laboratório de informática:
Professora-monitora
: A. S.
Formação: Superior cursando ( Letras)
Atua com todas as faixas etárias de todas as turmas da Educação Infantil dessa escola.

-Que subsídios você utiliza para a preparação das aulas de informática dos pequenos?

Nos primeiros momentos que aconteceu as aulas de informática, iniciamos explorando o espaço do LATED, os computadores, mouse, teclado após, os alunos conhecerem a máquina dar-se início as atividades com jogos de software.Nós educadoras do projeto LATED trabalhamos através de jogos de CD-ROW, onde é explorado nos mesmos diferentes conteúdos como ex.: formas geométricas, cores, seqüências lógicas, música entre outros. Em algumas aulas também conseguimos fazer um paralelo com a hora do conto, dependendo o que é explorado na história, procuramos pesquisar na internet junto com os alunos Ex.: desenhos de animais, alimentação, habitat.

-Existe um planejamento conjunto com as professoras para esse momento (aula de informática)?
Não existe planejamento conjunto, nós educadoras do LATED planejamos aulas de informática de acordo com determinada faixa etária. Cada educadora da turma também quando acha necessário planeja individualmente o que será aplicado em aula.

- Com que finalidade as aulas de informática acontecem nessa escola?
A finalidade primordial em trabalhar informática é exercitar a coordenação motora doa alunos em relação ao uso do mouse. È importante também trabalhar com a informática para que os alunos desde cedo tenham o contato com o mundo informatizado, ou seja, que mais tarde não tenha restrição com a máquina.

- Você possui alguma formação específica para esse espaço (informática)?
Não tenho nenhuma formação específica para trabalhar em as crianças, pois quando foi oferecido o curso para os professores da rede Municipal (Positivo), eu ainda não fazia parte do quadro de educadoras. O que eu tenho é o curso básico do Excel e Word, o qual mo auxilia um pouco no trabalho realizado junto às crianças.

Perguntas para a aluna da turma da professora entrevistada:
Aluna:
S.S.
Idade: 4 anos

-O que você faz nas aulas de informática?
Adoro as aulas de informática, gosto do Pato Pateta e do jogo dos Zumbines.

-Você gosta dessas aulas?
Gosto muito porque adoro jogar no computador.

- Quais são os jogos e atividades preferidos?
Os jogos que mais gosto são o Pato Pateta, Zumbines e Mickey no Jardim de Infância.

-Você gosta de jogar joguinhos ou prefere fazer outras coisas no computador (ex: internet, etc.)?
Adoro desenhar no computador e procurar coisas na internet.
Imagens da turma Jardim 1B em uma aula de informática:




No momento da observação os alunos em grupo estavam jogando o jogo dos Zumbines, onde deveriam construir os bonecos, colocando cabelo, olhos, boca, nariz e pés e fazê-los passar pelo percurso decidido pela professora. A professora relatou que após os alunos desenhariam o boneco que criaram.

video

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

BBC LANÇA SECOND LIFE PARA CRIANÇAS



Um mundo virtual destinado às crianças está a ser desenvolvido pelo CBBC, um canal da BBC destinado ao público entre os sete e os doze anos.
A BBC está a desenvolver uma versão do Second Life para crianças, com idades compreendidas entre os sete e os 12 anos.Desta forma, os utilizadores de palmo e meio terão acesso a conteúdos próprios para a sua idade e poderão criar o seu próprio mundo, partilhando-o com a restante comunidade. Para além disso, poderão ter uma existência online, em personagens conhecidas, como avatares.O objectivo é criar uma aplicação segura onde as crianças poderão dar asas à sua imaginação e criar um espaço à sua medida com os seus próprios conteúdos audiovisuais. Chats e transacções financeiras serão excluídas desta versão, de forma a proteger os mais pequenos.Richard Deverell, responsável pela área, afirma que este será um espaço onde os mais novos poderão encontrar «rádio, televisão e outros conteúdos on-demand» especialmente concebidos a pensar neles.Considerada pela BBC Children, a divisão responsável pela iniciativa, como uma «plataforma cruzada» destinada a «uma geração que nasceu na época digital», a aplicação deverá estar disponível a partir do verão deste ano, embora o seu lançamento oficial esteja previsto para o Outono.

Existe(m) 3 comentário(s) a esta notícia.
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Os comentários em baixo são da inteira responsabilidade dos seus autores. O mundoPT não se identifica com os comentários seguintes.
Nome: luiza com o IP: 201.50.68.181 em 2007-07-18 23:06:01/24563 Comentário: aiiiiiiiiii como vc joga esse jogo nao posso esperara beijos !!!!!!!!!!!!!
Nome: luiza com o IP: 201.50.102.221 em 2007-07-17 19:45:38/24562 Comentário: eu acho muito bem que o bbc esta vazendo um secund live para crianças porque minha mae nao me deixa ir no secund live porque e de sima de 18 anos e descubri esse site no google para ver se ezistia para crianças e gritei de felisidades quando sobe em o verao de 2007 tera um secund live de crianças.muito obrigado bcc e os outros que trabalham para criar o secund live para crianças luiza,
Nome: ana luiza com o IP: 201.9.185.25 em 2007-06-05 00:04:19/24464 Comentário: poxaaa , nao consigo baixar second life para crianças

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Interação Social

Desde que comecei a construir em grupo nosso blog, percebo que a interação social e a cooperação estão presentes em todos os momentos de nossa trajetória.
Eu nunca tinha criado um blog, achei que era algo distante, e difícil, agora percebo que é um meio maravilhoso, onde podemos ser os próprios autores, criar com a nossa cara, com a nossa identidade algo que todos possam ver e aprender com a nossa pesquisa. Esse projeto nos proporciona “espaços nos quais os sujeitos podem interagir e construir conhecimentos, onde o sujeito desenvolve sua autonomia, se tornando autor do seu processo” (SCHLEMMER;TREIN, 2008, p.3).
Nesse mundo virtual em que nos encontramos, onde o computador e a internet fazem parte da nossa vida em sociedade, percebo que atividades como essas são essenciais para aprendemos que existem outras formas de ensinar, que são pouco trabalhadas pelos professores. Os alunos estão inundados com essas tecnologias, faz parte do seu cotidiano e a escola muitas vezes não está preparada para trabalhar com a informática e o mundo de opções que o computador oferece.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Um projeto de conhecimento, um lugar privilegiado

Coletivo significa junto, conjunto, união, cooperação. A partir do momento que iniciei meu projeto de aprendizagem através de um weblog essas expressões começaram a fazer parte de meu cotidiano. Interação, responsabilidade, comprometimento, autonomia e criatividade são requisitos básicos e competências que os sujeitos vão construindo ao longo dessa caminhada com os weblogs.
Os weblogs não são apenas espaços onde apresentamos/mostramos os resultados de todo um projeto, mas são lugares privilegiados onde toda a construção de conhecimentos, partindo de projetos de aprendizagens, é realizada. Um projeto de aprendizagem como esse desenvolvido neste blog surge, impreterivelmente, de questionamentos nossos (dos alunos, de nosso grupo). São dúvidas que temos em torno de algum assunto (nesse caso, a educação digital na educação infantil) e que tornam nossa missão de pesquisadores-alunos mais desafiadora.
Além disso, esse projeto de aprendizagem “rompe paradigmas construídos através de séculos. O processo não é mais definido somente pelo professor, as decisões são tomadas coletivamente e construídas ao longo do processo de ensino e aprendizagem.” (SCHLEMMER;TREIN, 2008, p.6).
Se, através desta experiência fantástica com o weblog, estamos percebendo as grandes aprendizagens construídas partindo deste projeto de aprendizagem, porque ainda nos deparamos com um currículo escolar tão fechado baseado apenas em projetos de ensino e livros didáticos? Um espaço ta rico como o mundo digital virtual e, em especial, os weblogs (ou edublogs) não pode ser silenciado pelo currículo escolar. Precisamos, urgentemente, nos apropriar desses projetos de aprendizagens e fazer desse lugar chamado weblog um recurso diário de nossa prática educativa!

Para saber mais sobre weblogs e projetos de aprendizagens, acesse:

http://www.ava.unisinos.br/arquivos/projeto/2795/695/4/WEB2WEBCURRICULO2008.pdf

quinta-feira, 9 de outubro de 2008




Educação infantil e a tecnologia apoiando a preservar a cultura indígena no mundo globalizado.

Em nosso mundo globalizado pela tecnologia e a pela língua inglesa, as culturas menores, como aquelas dos povos indígenas, estão cada vez mais marginalizadas. Inclusive, em muitos casos, este fenômeno leva à extinção completa das línguas indígenas nos países nos quais estes povos são minoritários. Tivemos, em nossa experiência de trabalho humanitário com diversos povos e em diferentes países, a oportunidade de trabalhar com indígenas nas Américas, a saber, na Guatemala e em Belize na América Central.

Nestes paises iniciamos um trabalho, juntamente a um grupo de voluntários, com o intuito de auxiliar os povos indígenas na preservação de suas culturas. Utilizamo-nos de instrumentais fornecidos pela tecnologia digital, como o computador e a Internet,(Bandalarga) para as atividades da educação infantil. Nestas atividades, as crianças indígenas da educação infantil recebem formação humana através dos vários métodos de ensinar. Os jogos educativos, os poemas e outros escritos divulgados na Internet pelos próprios indígenas sobre sua cultura são bons exemplos de métodos viáveis e eficazes neste tipo de trabalho.

Estes métodos de ensinar as crianças indígenas, o objeto é a formação da mente, que significa um gradual desenvolvimento das várias faculdades da alma, que inclui a memória, imaginação, o intelecto e a vontade. Esta é chamada educação liberal e geral. Foi este o método que adotamos na ação junto aos indígenas, isto é, através dos estímulos pedagógicos, como por exemplo: preleção, erudição, memorização, repetição, composição e a emulação seguida de prêmios (dos Cds gravados com suas vozes) um incentivo de aprendizagem para os alunos....

Este exercício foi um excelente método adotado por nós, para a formação do homem indígena. Nosso objetivo, com as atividades junto aos indígenas e especificamente na utilização de tecnologias na educação infantil, visou à integração dos povos indígenas à sociedade. No entanto, pensamos que o mais importante é preservar a cultura indígena no século XXI, no mundo globalizado.
Reflexões sobre a Informática na Escola de Educação Infantil
Nos dias atuais em quase todas as Escolas de Educação Infantil já se instituiu o uso do computador. Anúncios são feitos apregoando sua utilização como um diferencial para que os pais de crianças na faixa etária de 2 a 6 anos sintam-se maravilhados ante a perspectiva de seus filhos entrarem na Era da Computação desde pequeninos. Muitas vezes as mantenedoras das escolas vêem-se na contingência de implantar a computação a qualquer custo para sobreviver à concorrência, e acabam por fazê-lo, as vezes sem clareza de seus objetivos, sem professores capacitados, sem infra estrutura adequada. Ou ainda acabam utilizando o serviço de terceiros, que dispõem da infra estrutura e do conhecimento da informática, mas pouco conhecem do processo de aprendizado das crianças desta faixa de idade.
Somos contra o uso do computador na Escola de Educação Infantil?
É claro que não! MAS... Vamos parar e refletir
O desenvolvimento da criança é um processo equilibrado no qual o crescimento intelectual está intimamente vinculado ao crescimento dos aspectos afetivos e sociais, que em hipótese alguma podem ser colocados em segundo plano, pela ênfase dada a aspectos estritamente cognitivos ou até mecanicistas. Infelizmente o que vemos em muitas escolas, ditas de educação infantil, é a criança na "aula de computação" colorindo desenhos prontos na tela como os antigos mimeografados, utilizando joguinhos que a punem quando não acerta alguma atividade em um determinado número de vezes, deixando-a por exemplo, sem saber o fim da estória; repetindo incontáveis vezes um movimento com o mouse, quando ainda não tem o controle motor necessário, dado o seu estágio de desenvolvimento. Enfim, até tentando ser adestrada para aprender "computação", como um fim em si mesmo, sem nenhum relacionamento com outras atividades realizadas na escola.
Será que nesta idade a criança precisa aprender computação nestes termos?

Como aprender ?
Quando a Informática Educativa é bem planejada e implantada, a criança só tem a ganhar ao trabalhar com jogos, ou qualquer outro tipo de software que lhe dê possibilidades de aprofundar, reelaborar, ou até iniciar a construção de um conhecimento inserido em um contexto que respeite o seu processo de desenvolvimento e por conseguinte esteja em consonância com os objetivos próprios da escola de educação infantil.

sábado, 4 de outubro de 2008

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Educação infantil


Tecnologias nas escolas podem ajudar os alunos a ler e aprender outros idiomas.


Em nossos dias a tecnologia vem desempenhando papel decisivo na educação infantil. Aumentou, por exemplo, a habilidade dos alunos na leitura. O aprendizado se dá de forma lúdica, ou seja, através de jogos educativos, com os quais as crianças aprendem a ler sem os tediosos exercícios do passado. Enquanto os alunos pensam que estão somente brincando, na verdade o aprendizado está acontecendo.

O método usado é: gravar suas próprias vozes e escutá-las no play-back para, em seguida, compará-las e ver se elas foram pronunciadas de forma correta.No aprendizado de uma segunda língua, com o aparato tecnológico, o aluno pode aprender mais facilmente a pronúncia da língua estrangeira utilizando-se de exercícios de áudio e de outras ferramentas do gênero.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Um pouco a se pensar...

A sociedade atual, inserida em um mundo tão moderno e globalizado, nos apresenta novas exigências: máquinas mais rápidas, informações de qualquer parte do mundo chegando a nossas casas em questão de segundos e nossas crianças e jovens pertencendo a essa nova era, a era digital.
E chegamos à escola... Um ambiente com classes, quadro-negro, salas, giz, pátio e pulsando vida. Nossos pequenos encontram (deveriam encontrar) na escola um lugar para socialização, para desenvolver autonomia, responsabilidades, construção de saberes. Pensar na escola nesse contexto atual é perceber o quão distantes ainda estamos do cotidiano, dos conhecimentos prévios de nossos educandos, das necessidades e exigências desse mundo virtual. A insistência por uma educação tradicional, por um ensino tecnicista e por uma formação fragmentada dos sujeitos deixa evidente a urgente necessidade de se repensar esse espaço chamado escola.
Nesse aspecto, percebo que as tecnologias de informação e comunicação (TIC) podem (e devem!) ser utilizadas nas escolas, como mecanismos fundamentais na construção de conhecimentos. Uma de nossas certezas é que o mundo virtual “[...] desafia métodos e tradições acadêmicas em relação à produção de conhecimento e à pesquisa.” (GUTIERREZ, 2003, p. 94). Espaços como os weblogs possuem particularidades e potencialidades inimagináveis no processo de aprendizagem dos sujeitos. O weblog oportuniza interações constantes entre sujeito e objeto, entre sujeito e sujeito e, por conseqüência, entre sujeito e conhecimento. Com toda certeza é um ambiente virtual rico de aprendizagens, onde redes de conhecimento são construídas, desenvolvendo a autonomia, o comprometimento, a responsabilidade e a cooperação dos “blogueiros”.

Inserir-se na sociedade da informação não quer dizer apenas ter acesso à
tecnologia de informação e comunicação (TIC), mas principalmente saber utilizar
essa tecnologia para a busca e a seleção de informações que permitam a cada
pessoa resolver os problemas do cotidiano, compreender o mundo e atuar na
transformação de seu contexto. (ALMEIDA, 2005, p. 71).


Nossas crianças estão continuamente construindo redes de conhecimento: interagem umas com as outras, exploram objetos, utilizam o imaginário (brincam, por exemplo, de “mamãe e filhinho”) para lidar com situações cotidianas, exercitam e constroem sua autonomia e cooperação, etc.. É por isso que as TIC são bem-vindas no ambiente escolar, pois esse mundo virtual caminha junto com o desenvolvimento de nossos pequenos, tornando-se essencial em suas formações e construções de redes de conhecimento.
Acredito que seja essa, atualmente, nossa primordial missão como educadores: inserir-se e apropriar-se dessa sociedade digital virtual com o desejo, a ousadia e a esperança de que a educação seja de qualidade e forneça recursos pertinentes à construção de conhecimentos significativos para esses futuros cidadãos!

Para saber mais sobre o assunto, acesse:

http://www.seer.ufrgs.br/index.php/InfEducTeoriaPratica/article/viewFile/4958/2933

http://portal.mec.gov.br/seed/arquivos/pdf/2sf.pdf

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Educação infantíl no mundo digital buscando a paz na sociedade multicultural

Eu peguei este artigo sobre a educaçao infantil porque achei ele legal, é interessante ver o conhecimento que resulta do ensino no mundo digital na Filipinas. E penso que este exemplo pode ser utilizado para diversas areas do conhecimento, como com pessoas de diferentes classes sociais, diferentes religões e variadas tematicas. Convido vocês para visitar este site onde conta mais sobre o trabalho que esta sendo realizado nas Filipinas.

http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=en&u=http://www.itu.int/ITU-D/ict_stories/themes/education.html&sa=X&oi=translate&resnum=3&ct=result&prev=/search%3Fq%3Dhow%2Bto%2Bteach%2Bchildren%2Bdigital%2Beducation%253F%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DG

E nossos pequenos?

O que as crianças, em especial, da Educação Infantil pensam/acham/fazem com essas tecnologias virtuais? Esses pequeninos “merecem”/estão aptos a utilizar esses recursos digitais na sala de aula? E o professor da educação infantil está preparado para um trabalho virtual? Como essas aulas de informática vêm acontecendo nas escolas?

...Inquietações constantes de nosso projeto...

Pensar sobre a educação infantil juntamente com a educação digital nos faz refletir sobre uma série de preocupações que “fervem” dentro das instituições escolares. Temos computadores, conhecemos esse mundo virtual e nos apropriamos (?) de que forma desse meio?

Embora o temor quanto à passividade cognitiva das crianças na Internet não seja uma preocupação freqüente em razão do caráter interativo do meio, é evidente que elas não devem ser abandonadas diante do computador como se este fosse a velha babá eletrônica, agora upgraded. (GIRARDELLO, 2005, p.3)

Estamos utilizando as aulas de informática nas escolas para quê? Que objetivo temos ao colocarmos os pequenos da educação infantil na frente de um computador? Será que não estamos fazendo desse momento tão essencial em um passa-tempo para nossas crianças? Por que encontramos tantas dificuldades em trabalhar com essas tecnologias digitais virtuais dentro das escolas, tornando-as ferramentas quase que “inatingíveis” no meio escolar?

Poderíamos esperar assim que, com o tempo e a presença cada vez maior de espaços multimídia na escola, os meios digitais tendessem a perder a aura que de certo modo ainda os distancia da argila, dos pincéis e dos lápis de cor – distância que tende a ser sentida não pelas crianças que brincam, mas pelos adultos que planejam as atividades infantis. (GIRARDELLO, 2005, p.6).

Essas reflexões relevantes para quem almeja uma educação digital de qualidade na educação infantil podem ser aprimoradas com o auxílio de Gilka Girardello, em seu trabalho “Produção Cultural Infantil diante da Tela: da TV à Internet”. Um trabalho privilegiado que nos permite olhar atentamente ao mundo infantil, articulando essa cultural virtual com a vida de nossos pequenos.

Para aprofundamento do assunto, acesse o link abaixo e confira o trabalho de Gilka na íntegra:
http://revistateias.proped.pro.br/index.php/revistateias/article/view/158/155

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Primeiros passos...

Não poderíamos iniciar um projeto sem ao menos entendermos brevemente essa educação atual, do Terceiro Milênio, desta era das tecnologias e da informação. Compreender o uso das tecnologias digitais virtuais dentro das escolas e, em especial, na educação infantil pressupõe um estudo, um olhar e alguns entendimentos a respeito da “caminhada educacional”, enfatizando aqui o ciberespaço como lugar privilegiado de construção de conhecimento e formação dos sujeitos.
Entender a trajetória da educação digital é reconhecer a relevância do uso dessas tecnologias em nossa prática educativa, em nosso dia-a-dia da sala de aula.

A tecnologia não basta. É preciso a participação mais intensa e organizada da sociedade. O acesso à informação não é apenas um direito. É um direito fundamental, um direito primário, o primeiro de todos os direitos, pois sem ele não se tem acesso aos outros direitos. (GADOTTI, 2000, p.8).

Para tanto, o artigo “Perspectivas atuais da Educação” de Moacir Gadotti vem auxiliar nossa compreensão em torno dessa nova e virtual educação. Uma educação já “conhecida” pelos nossos educandos, nativos digitais, e, ainda, muito superficial dentro das instituições escolares. O objetivo fundamental desse artigo é apresentar as perspectivas atuais da educação, levando em conta as marcas que serão deixadas pela “velha” educação e ressaltando a relevância das tecnologias virtuais no ambiente escolar. Esse olhar “geral” pela educação e essa busca por uma compreensão mais concreta das tecnologias virtuais no meio escolar foram nossos primeiros passos para a iniciarmos nosso projeto e mantermos um olhar crítico-reflexivo às nossas inquietações e constatações. A Educação Infantil é um espaço desafiador para nós e esses recursos digitais virtuais tornam esse lugar primordial da criança instigador e desestabilizador.
Reconhecer essas tecnologias no desenvolvimento da criança, considerá-las como fundamentais no processo de ensino e aprendizagem e almejar um trabalho conjunto e qualificado são nossos anseios enquanto pesquisadores e educadores. Agora, mãos à obra!

Para saber mais sobre esse interessante artigo de Moacir Gadotti basta acessar:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-88392000000200002&lng=en&nrm=iso&tlng=pt